Não é preciso
estar tudo mal
para querer
perceber melhor.
Já te aconteceu? ↓Querias deitar-te mais cedo.
Mas agora que finalmente tens tempo para ti, custa terminar o dia.
O dia foi passado a responder a obrigações. Agora ninguém te pede nada. Já podias ir deitar-te, mas pensas: «Só mais um episódio. Este bocadinho é meu.» E a hora que tinhas em mente fica para trás.
Uma coisa é o que procuras. Outra é a razão que dás a ti próprio para continuar.
“Finalmente, sou eu que escolho.” A necessidade de autonomia.
Precisamos de sentir que fazemos as coisas por vontade própria, e não apenas por pressão. A Teoria da Autodeterminação chama a isto autonomia e considera-a uma necessidade psicológica básica, pela sua ligação ao bem-estar e à motivação.
Se o teu dia foi vivido entre muitos “tenho de”, aquele momento de “quero” pode ganhar um valor especial. Ir dormir significa terminar essa oportunidade de escolha. Isso não quer dizer que todas as obrigações retirem autonomia: também podes fazer algo exigente porque faz sentido para ti.
“Depois deste dia, mereço.” A justificação para prolongar a noite.
O “mereço” não é outra necessidade básica. Pode ser uma autorização que dás a ti próprio: “Já cumpri tanta coisa, posso permitir-me esta exceção.” O esforço do dia funciona como um crédito para ficares acordado, apesar da intenção de descansar. Na literatura, esta possibilidade é discutida como self-licensing.
Esta é uma explicação possível, não uma causa única: a autonomia ajuda a perceber o que procuras; o “mereço” pode justificar a escolha.Autonomia e necessidades psicológicas · Ryan & Deci, 2000 ↗
Estas ideias aplicadas à hora de deitar · Nauts e colaboradores, 2019 ↗
O que te custa terminar: a atividade ou esse momento em que ninguém decide por ti?
Na próxima vez que pensares “mereço mais um bocadinho”, repara no que procuras: diversão, sossego ou liberdade para escolher. Pode ser mais do que uma coisa.
Se reconheces a falta de tempo teu, escolhe um pequeno momento mais cedo, quando for possível, para fazer algo só porque te apetece. Depois observa: ficou mais fácil terminar a noite?
É uma proposta de auto-observação, não uma técnica testada neste estudo. Se não houver margem para esse tempo, isso também importa: pode haver obrigações reais a limitar as tuas escolhas.
Olá, sou
o Guilherme.
Sou licenciado em Psicologia e mestre em Psicologia dos Recursos Humanos, do Trabalho e das Organizações.
Perceber o que acontece. Descobrir o que podes fazer diferente.
Conhecimento científico explicado de forma simples e concreta, para compreenderes melhor o teu dia a dia e encontrares formas de agir.

Sabes o que
tens de fazer.
Porque
continuas
a adiar?
Da intenção à ação.Um tema de cada vez.
Para quando te faz falta.
Há alturas em que queres perceber uma questão específica, sem ter de percorrer um livro inteiro à procura dela.
A ideia é reunir o essencial sobre cada tema em conteúdos curtos, que possas explorar ao teu ritmo e voltar a consultar quando precisares.
Estes conteúdos são educativos e não substituem acompanhamento psicológico individual.
Por que tema
começamos?
Quero construir os primeiros conteúdos a partir das situações que as pessoas gostariam de compreender melhor. A tua perspetiva pode ajudar-me a escolher por onde começar.
Que situações gostavas de compreender melhor? Que tipo de conteúdo usarias? E o que faria essa aprendizagem valer o teu tempo?
Não precisas de partilhar detalhes íntimos. Mesmo que a ideia não seja para ti, a tua opinião conta.
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